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Cuidado rápido e especializado garante sucesso contra asfixia em bebês

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A chegada de uma criança ao mundo é tão especial que ninguém gosta de pensar na possibilidade de acontecer algo indesejado. Aqui no Hospital e Maternidade Santa Joana, temos buscado sempre nos antecipar a qualquer tipo de problema para garantir o máximo de proteção para mães e bebês. Por isso, fomos a primeira instituição do país a criar um Centro de Medicina Fetal.

Como ocorre a asfixia perinatal?

A asfixia perinatal ocorre sempre próxima ao momento do parto (minutos antes, durante ou depois) e tem como causas principais:

• Compressão do cordão umbilical.

• Problemas na placenta da mãe.

• Pressão alta (hipertensão) ou baixa (hipotensão) na gestante.

• Falhas na expansão do pulmãozinho do bebê ao nascer.

• Aspiração de fezes presentes no líquido amniótico.

Nossa especialização e cuidado nos permitem estar sempre prontos para atuar em inconvenientes que não possam ser evitados. É o caso da asfixia perinatal – um tipo de interrupção ou diminuição da oxigenação no cérebro do bebê (saiba mais ao lado).

Para enfrentarmos essa complicação, criamos em nossa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal Neurológica, pioneira no país, um rigoroso protocolo de hipotermia terapêutica para tratamento de asfixia perinatal. O protocolo estabelece uma série de normas de ação, o que garante um maior entrosamento e eficiência de todos os profissionais envolvidos no atendimento.

Quais os benefícios do protocolo de hipotermia terapêutica para tratamento de asfixia perinatal do Santa Joana?

A realização do nosso protocolo de tratamento de asfixia perinatal começa com exames de sangue, clínicos e eletrográficos que nos demonstram o grau da falha de oxigenação ocorrida no cérebro de nossos pequenos pacientes. Caso ela tenha sido mínima, mantemos as atividades cerebrais do bebê em monitorização constante (por meio do exame de eletroencefalografia). Caso tenha sido de moderada ou grave intensidade, iniciamos imediatamente o tratamento de hipotermia terapêutica.

A hipotermia terapêutica consiste em uma diminuição na temperatura do corpinho do bebê por meio de um colchão térmico especial. Dos habituais 36,5º C, baixamos para aproximadamente 33,5º C, reduzindo também sua inflamação corporal e as chances de novos danos no cérebro.

Trata-se de um tratamento seguro e eficaz. Efeitos colaterais podem ocorrer durante o tratamento, e são rigorosamente monitorizados e tratados por toda a equipe médica envolvida na assistência.

Desde que passamos a utilizar o protocolo para tratamento de asfixia perinatal em nossa UTI Neonatal Neurológica, conseguimos diminuir a taxa de mortalidade em bebês com esse problema para cerca de 10%, índice bastante inferior ao descrito em estudos internacionais.

Além da monitorização eletrográfica do bebê e/ou hipotermia terapêutica, o protocolo de asfixia perinatal envolve ainda o acompanhamento minucioso do funcionamento do coração e dos rins do recém-nascido, que em nosso hospital é feito por profissionais experientes e especializados.

O tratamento de hipotermia terapêutica dura 72 horas e o aumento da temperatura do bebê é lento e gradual. A medição do calor do seu corpo é feita o tempo todo e controlada pelo colchão térmico.

Diferenciais do Santa Joana

No Brasil, temos a maior experiência na aplicação do protocolo de hipotermia terapêutica para tratamento de asfixia perinatal. O Grupo Santa Joana, que envolve além do nosso hospital e maternidade, a Maternidade Pro Matre Paulista e o Hospital e Maternidade Santa Maria, já utilizou esse protocolo em cerca de 340 bebês. Adicionalmente ao cuidado hospitalar, durante o protocolo de hipotermia todos os pacientes são acompanhados 24 horas por dia por uma equipe remota especializada em monitoramento cerebral.

A implementação e o desenvolvimento desse tratamento em nossa UTI Neonatal Neurológica têm o suporte da Universidade Stanford – eleita pela revista Forbes como a melhor universidade norte-americana. Além do intercâmbio de profissionais entre as nossas instituições, essa parceria prevê videoconferências periódicas para compartilhar dados e experiências em asfixia nos bebês e o contato permanente, por vezes em tempo real, para discussões de casos.

Nossa UTI Neonatal também se destaca pelo atendimento de prematuros. Somos filiados à rede internacional Vermont Oxford, o que nos permite comparar os resultados conquistados na assistência de bebês nascidos com menos 1.500 g entre 800 UTIs neonatais no mundo. Ao conhecer esses padrões mundiais, temos buscado cada dia mais estabelecer novas metas, desenvolver cuidados especiais e obter os melhores resultados no tratamento dos bebês nascidos antes da hora.

Em 2018, foram 237 atendimentos de bebês com menos 1.500 g e 112 com menos de 1.000 g. Enquanto no Brasil apenas 40% das crianças que nascem com menos de 1.500 g conseguem superar esse primeiro grande desafio da vida, segundo dados da Organização Não Governamental (ONG) Prematuridade.com, em nossa instituição esse índice é de 80,2%.

Com protocolos especializados, como o de asfixia perinatal, e toda a infraestrutura disponível, como a UTI Neonatal, nossos profissionais podem dar sempre a melhor resposta para cada situação, com rapidez e segurança. Porque, afinal, tudo o que fazemos é para buscar garantir a saúde das mamães e de seus bebês com o máximo respeito, cuidado e carinho.



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