Crianças com Deficiências: a união entre amor e cuidados com a saúde

Família é aquela que acolhe, entende, ouve, respeita e ama. É a base sólida que dá forças para crescer. E, para os pequenos, esse poder é intenso – amor e afeto são importantes potencializadores do desenvolvimento infantil. Quando falamos das crianças com deficiência, o núcleo familiar pautado pela aceitação e pelo carinho é ainda mais fundamental. Tempo, dedicação e criação de estímulos são alguns pontos que exigem maior entrega dos pais, irmãos, tios e avós. Contudo, para proporcionar o máximo desempenho possível para esse bebê, é preciso que toda a família tenha informação e conheça os tipos de cuidados especiais necessários para atender suas particularidades.

Quais são os tipos de deficiência?

É importante esclarecer que o termo deficiência é usado só para definir uma disfunção física, psíquica ou anatômica – fatores que não impossibilitam a pessoa de viver uma vida normal. Assim, a deficiência é dividida em cinco grandes grupos: visual, auditiva, intelectual, física e múltipla – quando há associação de duas ou mais condições.

Há como prevenir?

A Organização Mundial da Saúde estima que de 30% a 40% das deficiências podem ser prevenidas nos períodos pré-concepcional, pré-natal, perinatal e pós-natal.

  • Antes e durante a gestação

Pensou em engravidar, já procura um médico. Ele irá certificar que a sua saúde e a de seu companheiro estão em dia e se há risco de doenças. Sorologias para HIV, HPV, sífilis e toxoplasmose, por exemplo, podem prevenir malformações importantes de seu futuro filho. Todos esses exames também são realizados no pré-natal, somados a outros capazes de verificar a presença de alterações cromossômicas, como a Síndrome de Down, além do crescimento, desenvolvimento, tamanho, posição e conforto fetal.
É também com o acompanhamento na gravidez que é possível identificar complicações como pré-eclâmpsia e diabetes gestacional, que além da sua saúde, podem colocar a do bebê em risco e até aumentar as chances de deficiências futuras.

  • Perinatal e pós-natal

Logo após o nascimento, é importante checar as funções cardíacas, respiratórias e musculares, assim como seus reflexos. O teste do pezinho também tem fundamental relevância na identificação de doenças importantes, como alterações metabólicas e congênitas. Quanto antes forem descobertas, mais eficaz será o tratamento.

Outro ponto fundamental é respeitar e cumprir o calendário vacinal, a fim de evitar problemas que podem acarretar deficiências. Meningite, por exemplo, pode levar à surdez, à cegueira e à déficits motores. Ainda, no primeiro ano de vida, a ida ao pediatra deve ser mensal – o olhar do médico pode diagnosticar precocemente questões que passam despercebidas pelos pais.

Amor e respeito é o que importa

Exercite o amor e o respeito dentro e fora de casa. Assim, a comunicação e a capacidade de interação social crescem muito, ampliando a saúde, o bem-estar e o processo educacional. A criação de estímulos para desenvolvimento psicomotor, intelectual e sensorial do seu bebê são essenciais para isso.

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