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Centro de Incontinência Urinária e Doenças do Assoalho Pélvico – vida equilibrada e saudável para a mulher

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A região da bacia, também conhecida como pelve, é uma das mais importantes do corpo feminino. Além de ser essencial para a locomoção, pois serve como base para os ossos e as musculaturas da coluna e das pernas, abriga o assoalho pélvico — conjunto de músculos e ligamentos que faz a sustentação de órgãos como bexiga, reto, intestino e útero.

Muitas vezes chamada de “ponto fraco” da saúde feminina, por nem sempre receber a atenção devida, a pelve deve ser preservada e tratada com carinho por todas as mulheres, pois ela também tem influência direta sobre a gestação, preparando o corpo para o momento de dar à luz.

Por reconhecer a enorme importância que a região pélvica tem para a mulher, o Hospital e Maternidade Santa Joana criou o Centro de Incontinência Urinária e Doenças do Assoalho Pélvico — um serviço focado em acolher, examinar e tratar com excelência diversos problemas que podem afetar essa região. Entre eles, destacam-se a falta de controle da urina, caracterizada por incontinência urinária de esforço (IUE), incontinência urinária por urgência (IUU) ou incontinência urinária mista (IUM), e os rebaixamentos de órgãos pélvicos, como bexiga (cistocele), reto (retocele) útero (prolapso uterino) e intestino delgado (enterocele).

Sob a coordenação do ginecologista e mastologista dr. Carlos Del Roy, médico com grande experiência em cirurgia ginecológica e mastologia e doutor em Ciências Médicas e Biológicas pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o Centro de Incontinência Urinária e Doenças do Assoalho Pélvico presta atendimento multidisciplinar. Ou seja, além de médicos, equipes especializadas de enfermagem e fisioterapia atuam de forma integrada com o intuito de oferecer os melhores cuidados possíveis para a saúde e o bem-estar das mulheres.


Incontinência urinária

Milhares de pessoas que convivem com problemas de falta de controle da urina têm sua qualidade de vida comprometida, afetando o bem-estar físico, psicológico e emocional. Segundo dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia em 2018, o escape de urina (incontinência urinária) atinge até 35% das mulheres do país com mais de 40 anos de idade, após a menopausa, e 40% das gestantes. Nos Estados Unidos, estudo publicado na revista científica Journal of Urology, em 2006, indica que 40% das mulheres têm algum grau de incontinência urinária. No mundo todo, aproximadamente 5% das pessoas (homens e mulheres) apresentam esse quadro.

Ou seja, problemas urinários são muito comuns e, embora possam causar vergonha, precisam ser cuidados com ajuda de um médico especialista. E quanto mais cedo for o diagnóstico, melhores serão as condições de tratamento.

Mulheres no pós-parto devem dar atenção especial à perda da urina, pois como os músculos responsáveis pela continência tendem a ficar mais flácidos nesse período, a chance de ocorrer pequenos escapes urinários são maiores.

Prevenir e cuidar da incontinência urinária ainda em suas fases iniciais ajuda a evitar danos maiores a longo prazo e até constrangimento em função de odores, que podem atrapalhar a vida social e sexual de muitas mulheres.

Sinais de incontinência urinária:

Normalmente, o escape da urina (incontinência urinária) começa a ser notado quando a mulher faz esforços como tossir, espirrar ou quando ela promove uma carga maior na região por meio de atividades físicas. As incontinências urinárias são divididas em:

Incontinência urinária de esforço (IUE) — Perda involuntária de urina durante o esforço físico (tosse, espiro).

Incontinência urinária por urgência (IUU) — Perda involuntária associada à extrema vontade de urinar.

Incontinência urinária mista (IUM) — Perda involuntária associada ao esforço físico (tosse, espirro) e à vontade urgente de urinar (urgeincontinência).

Causas da incontinência urinária:

Diversos problemas ou situações normais da vida, como gravidez (independente de qual tenha sido a via de parto) e ganho excessivo de peso, podem aumentar o risco de a mulher ter perda de urina, pois a região pélvica fica sobrecarregada e pressiona a bexiga.

Outros fatores considerados de maior risco para a incontinência urinária são:

• Tosse crônica relacionada ao cigarro.

• Diabetes.

• Prática de atividade física (sem orientação de um profissional habilitado) que comprometa a região pélvica.

• Enfraquecimento natural da região pélvica devido ao envelhecimento.

Tratamento para a incontinência

A escolha do tratamento mais adequado para a perda incontrolável de urina ou fezes dependerá do tipo de incontinência apresentado pela paciente: urgência, esforço ou mista. Na maioria dos casos, principalmente quando diagnosticada e tratada precocemente, a fisioterapia é suficiente para controlar esses tipos de incontinência, não sendo necessário medicamentos ou cirurgia.

A fisioterapia pélvica é reconhecida como a primeira linha de tratamento contra a incontinência. O fisioterapeuta ensina como trabalhar os músculos do assoalho pélvico a partir de movimentos específicos, incluindo os exercícios de Kegel (desenvolvidos pelo professor inglês Arnold Kegel na década de 1940), para fortalecer a região da bacia e aumentar o controle da paciente sobre a bexiga.

Para casos de incontinência urinária de esforço, pode ser indicada a realização da cirurgia de sling (minimamente invasiva) quando o tratamento com fisioterapia não obtém o resultado esperado. Trata-se de um implante de uma fita de polipropileno (ou de tecido do próprio corpo da paciente) abaixo da uretra, por via vaginal, com o objetivo de aumentar a resistência uretral e reduzir a perda de urina.

O Centro de Incontinência Urinária e Doenças do Assoalho Pélvico do Hospital e Maternidade Santa Joana conta com uma dedicada equipe de fisioterapeutas e cirurgiões especialistas no assunto pronta para ajudar cada vez mais mulheres a criarem consciência sobre seus próprios corpos e, assim, melhorarem sua qualidade de vida.

Em nosso tratamento, indicamos que as abordagens terapêuticas devem ser combinadas a um estilo de vida saudável, o que inclui prática de exercícios físicos e dieta alimentar equilibrada, conforme as necessidades e possibilidades de cada paciente.

Fortalecimento da pelve pode ajudar no parto

Durante a gestação, a pelve da mulher sofre grande ação de hormônios com o intuito de deixar a região mais flexível para favorecer a descida do bebê. A partir de exercícios físicos específicos feitos com orientação de um profissional, no entanto, é possível fortalecer os músculos do assoalho pélvico, diminuindo a ocorrência de dores e problemas no período do pós-parto.

No caso dos partos normais, o fortalecimento pode ajudar em:

• Prevenção da incontinência urinária.

• Prevenção da incontinência fecal.

• Dificuldade de ter relações sexuais.

Já nos partos cesáreas, alguns dos principais benefícios observados com o fortalecimento da pelve são:

• Redução do cansaço e do inchaço na gestante.

• Diminuição das dores na coluna e no púbis.

• Melhora na cicatrização da cirurgia.

• Recuperação mais rápida da parede abdominal.

O fortalecimento da pelve pode ser feito por meio de fisioterapia, pilates, ioga, hidroginástica, dança, entre outras atividades que atuam na região. Mesmo após o parto, a prática de exercícios físicos é indicada. O mais importante, porém, é que seja realizada com a orientação de um profissional e que a mulher tenha a liberação médica.

O que é prolapso genital (bexiga caída)?

A melhoria das condições de saúde tem levado a população a um progressivo envelhecimento e, com isso, observa-se um aumento dos casos de prolapso genital, também conhecido por “bexiga caída” (denominação imprecisa, pois não afeta apenas a bexiga).

Esse problema, cuja sensação principal é de ter uma “bola na vagina”, provoca um tipo de rebaixamento ou descida de um ou mais órgãos pélvicos até a região de abertura da vagina, que pode se manifestar por meio dos seguintes sintomas:

• Descontrole da urina.

• Dores na região da pelve.

• Corrimentos e sangramentos vaginais.

• Falsa necessidade de ir ao banheiro.

Embora seja difícil estimar a real incidência do prolapso genital, já que muitas mulheres o escondem ou o aceitam como consequência natural do envelhecimento ou dos partos, trata-se de um problema bastante comum e conhecido pela medicina. Segundo estimativas feitas em 1997 por um estudo da Universidade de Oxford, mas até hoje citado na literatura médica, o prolapso genital pode estar presente em 30% das mulheres entre 50 e 89 anos de idade.

Segundo a Sociedade Internacional de Incontinência, enquanto a cistocele costuma fazer parte dos estágios iniciais envolvendo os prolapsos genitais, os demais tipos de problemas citados acima, em especial a enterocele, ocorrem em casos mais avançados da doença. Por isso é fundamental que a mulher não associe esse problema a uma questão incontrolável do envelhecimento e não deixe de procurar por ajuda médica. Os prolapsos genitais podem ser prevenidos, conforme orientação médica, e tratados com eficácia e segurança.

Fatores de risco para deslocamentos dos órgãos genitais (distopias genitais)

O enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico ocorre principalmente em pessoas que não estimularam a região corretamente com atividade física ao longo dos anos. No entanto, isso não significa que qualquer exercício contribua para o fortalecimento da região.

A prática de algumas atividades físicas sem orientação profissional, principalmente quando envolve exercícios de alto impacto, como crossfit e corrida, causam maior pressão no local, resultando na perda do estado de tensão elástica do músculo em situações de repouso (tônus muscular). Muitas atletas, por considerarem normal a perda de urina durante as atividades, acabam adiando a visita médica, diminuindo sua qualidade de vida e agravando uma condição que se resolveria com algumas sessões de fisioterapia quando descoberta em seu estágio inicial.

Outros fatores que podem contribuir para esse quadro incluem:

• Partos múltiplos.

• Obesidade.

• Tabagismo.

• Esclerose múltipla.

• Deficiência de colágeno: genético, tabagismo, menopausa.

• Lesões durante uma histerectomia (remoção do útero) ou outro procedimento cirúrgico.

• Condições que aumentam a pressão abdominal, como tosse crônica, obstipação crônica e exercícios físicos intensos.

Tratamento para prolapso genital

Metade dos casos de deslocamento dos órgãos genitais (distopias genitais) também é resolvida com fisioterapia, importante aliada da consciência corporal. Contudo, quando o prolapso (descida do órgão) é bem visível e compromete a realização de atividades diárias pela paciente, recorre-se à cirurgia. Por ser um procedimento minimamente invasivo, com baixos danos ou riscos à integridade física da mulher, a recuperação é tranquila: em quatro semanas, geralmente, as atividades sexuais podem ser retomadas e, e em seis, todas as atividades são restabelecidas. O principal: a paciente sai da cirurgia sem mais perda de urina.

Quando a melhor opção de tratamento for mesmo a cirurgia, o Centro de Incontinência Urinária e Doenças do Assoalho Pélvico utiliza toda a infraestrutura do Hospital e Maternidade Santa Joana, que conta com equipamentos modernos e unidades de terapia semi-intensiva e intensiva, garantindo assim segurança máxima para a paciente em qualquer situação envolvendo esse tipo de cuidado.

Buscando ajuda

Embora frequentes, os deslocamentos dos órgãos genitais (distopias genitais) muitas vezes causam constrangimento e, por esse motivo, são subnotificados. Graças a sua estrutura especializada, o Hospital e Maternidade Santa Joana tem profissionais capazes de promover uma grande e rápida mudança na vida das mulheres afetadas por esse problema.

O Centro de Incontinência Urinária e Doenças do Assoalho Pélvico atende às pacientes para avaliação, diagnóstico e tratamento. Localizado em conjunto com o Centro de Diagnósticos, conta também com uma completa estrutura de exames — incluindo o estudo urodinâmico, que simula e avalia as condições de armazenamento e esvaziamento da bexiga.

Algumas informações são fundamentais para o profissional que irá lhe atender. Para entender melhor sua situação e ajudar na consulta, preparamos um guia. Confira:

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Central de agendamento
(11) 5080-6070.

Horário de agendamento
De Segunda-feira à Sexta-feira, das 7h às 20h, exceto feriados.

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Sábados, das 7h às 13h.

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Segundas-feiras, das 13h às 18h.
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