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Novidades do mês de Março 2014

19/03/2014

Esperança para as mães, a cirurgia fetal pode salvar bebês ainda no útero

Ana Maria recebe os únicos médicos que realizam o procedimento no Brasil

O Mais Você desta quarta-feira (19) mostra uma novidade na área da medicina, a chamada "Cirurgia a Céu Aberto", realizada no bebê antes mesmo de ele nascer. Neste procedimento, os médicos deixam o útero da mulher exposto, operam o feto com as costas para fora, depois colocam o bebê dentro da barriga novamente e fecham tudo. No mês passado, o programa contou a história da pequena Lívia, de 2 aninhos, que foi salva graças a este procedimento.

No Brasil, um total de 109 cirurgias já foram realizadas, dentre elas, duas para corrigir problemas no pulmão e as outras 107 para curar uma doença chamada mielomeningocele, que é uma má- formação na coluna dos bebês e que tem como principal sequela a hidrocefalia (acúmulo de água no cérebro, que causa distúrbios mentais e motores). Para entender como funciona esta cirurgia, Ana Maria conversou na Casa de Cristal com o obstetra Antônio Moron e com o neurocirurgião Sergio Cavalheiro, os únicos médicos que realizam esse tipo de intervenção no Brasil.

Como é o procedimento

Para o médico Antônio Moron, esta cirurgia é feita com todo rigor de uma cirurgia de alta complexidade. “É feita uma incisão no abdome como se fosse uma cesariana, só que um pouco mais alta. O útero é exteriorizado para que o neurologista faça a cirurgia da mesma maneira que faria depois do nascimento. Essa técnica é chamada Cirurgia a Céu Aberto, porque ela expõe a região das costas da criança", explicou o obstetra.

Os médicos alertaram para a importância da ultrassonografia no diagnóstico dessas doenças, que é feita a partir do quinto mês de gravidez: “A ultrassonografia trouxe uma viagem virtual dentro do útero, ela permite avaliarmos o desenvolvimento da criança desde as fases inicias. No sistema nervoso, existem inúmeras má-formações que vão se apresentando, como a acrocefalia, espinha bífida e a hidrocefalia”, ressaltou Sergio.

Ácido Fólico ajuda na prevenção de doenças

“Fazer uso do ácido fólico de dois a três meses antes da gestação evita a mielomelingolcele. Previne 70% da incidência da doença”, disse o obstetra.

De acordo com o neurocirurgião Sergio Cavalheiro, a cirurgia fetal diminui bastante a necessidade da colocação de uma válvula na criança. “O grande gol é evitar a hidrocefalia. A hidrocefalia é uma doença que precisa de uma válvula para tratar. É um tubinho que se coloca do cérebro para o abdome, que leva o excesso de líquido que produzimos diariamente. Evitar a colocação desse tubinho é o maior sucesso da cirurgia. Em mais de 90% dos casos, nós conseguimos evitar a hidrocefalia. Quando se opera a criança depois que ela nasce, temos que colocar a válvula em 90% dos casos. O estudo americano mostrou que baixa para 40% nos casos intraútero e na nossa série isso está em torno de 12%”, disse o médico.

De acordo com Moron, o pós-operário é muito importante: “ O cuidado da mãe tem que ser extremamente rigoroso. Ela fica uma semana no hospital e depois mantemos contato permanente com o paciente”, disse. “Muitas vezes quando o pai descobre esta doença, abandona as mães e nós temos essas famílias para sempre”, contou o obstetra.

Um grupo de mães que foram operadas pela dupla criou o blog "Vencendo a Mielo" para levar informação e compartilhar as angústias com outras mães. "Como foi muito difícil encontrar a cirurgia, nós resolvemos montar um blog pra ajudar outras mães. Por meio deste blog, que é o único que fala da cirurgia, conseguimos confortar muita gente e fazer o melhor para as crianças que era o que gostaríamos que fizessem para os nossos”, disse Karen, mãe do Miguel.

Nova esperança: cirurgia já reverteu dois tumores nos pulmões

E a cirurgia fetal promete reverter não só a mielomelingocele, mas também tumores nos pulmões. Até hoje, duas crianças com a doença foram operadas ainda no útero. Este foi o caso de Samuel, de apenas dois meses. “Eu fui ao ginecologista e ele disse que era para eu não ter esperança que o neném ia falecer dentro da barriga, ou morrer logo depois. Como ele não tinha pulmão, não tinha como respirar e ia morrer. A gente saiu desesperado sem ter para onde correr. E descobrirmos a cirurgia. Quando ele nasceu, a minha maior vontade era ver ele chorar. Na hora que eu vi ele chorando já agradeci muito pelo milagre. Foi muito emocionante”, disse Lorena, mãe do pequeno.

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