Síndrome do Choque Tóxico: saiba mais sobre ela

O nome assusta e a doença é rara, mas pode ter consequências bem sérias. A Síndrome do Choque Tóxico é causada por bactérias, que liberam toxinas que podem evoluir para uma infecção e levar à morte.

Ela ficou conhecida há alguns anos, com o caso da modelo Lauren Wasser, que teve a perna direita amputada após uma infecção que pode ter sido causada por uso de absorvente interno.

“Os absorventes internos podem fornecer um ambiente propício para o crescimento da bactéria Staphylococcus aureus e a produção da toxina responsável pela síndrome. Esse ambiente propício é favorecido ainda pela alteração da acidez vaginal, causada pelo fluxo menstrual,” explica Dr. Lívio Dias, infectologista do Hospital e Maternidade Santa Joana.

O especialista ressalta que a presença das bactérias, associada a pequenas fissuras na parede da vagina, provocadas pelo absorvente, facilitam a absorção da toxina e o surgimento da doença, que não atinge apenas mulheres, mas também pessoas com faringite, infecções de pele, após cirurgias, entre outras situações.

Mas não é necessário abrir mão dos absorventes internos, já que nos últimos anos a composição do produto foi alterada, utilizando materiais que inibem o crescimento bacteriano. O importante é trocar o absorvente entre 2 e 4 horas, dependendo do fluxo, ou mesmo com uma frequência maior, se a mulher tem fluxo menstrual intenso.

Quem já teve diagnóstico da síndrome tem até 30% de ter a doença novamente e deve conversar com o ginecologista sobre um novo método absorvente. Se observar os sintomas – febre alta, náuseas, vômito, manchas pelo corpo, descamação da pele e queda de pressão – procure um médico rapidamente, pois a doença evolui rapidamente para falência de órgãos e necrose de tecidos.

Para saber mais sobre a síndrome, clique aqui e leia a reportagem completa do site Coração e Vida.

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